A reforma dos cuidados de saúde primários e a reforma do pensamento

Autores

  • André Rosa Biscaia Médico de Família no Centro de Saúde de Cascais Investigador no Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v22i1.10211

Resumo

Os Cuidados de Saúde Primários portugueses estão a viver uma reforma que coloca desafios que não podem ser respondidos fazendo mais do mesmo ou pensando do mesmo modo. Vai ser necessária uma reforma do pensamento. Terá de ser construído um pensamento que consiga abordar a complexidade da Saúde, da reforma e de todo o seu contexto; paralelamente terão de ser criadas as condições para que essa nova forma de pensar e, consequentemente, de estar, se possa implementar e desenvolver. Este artigo, alicerçado na narrativa das reformas procura colaborar na discussão de conceitos ainda pouco divulgados na Saúde e revê aspectos centrais da gestão da informação e do conhecimento: rotinas de aprendizagem, aprendizagem organizacional, organizações de aprendizagem, transferência do conhecimento, formação interprofissional, governação clínica, accountability. Foca a atenção particularmente no modo como esta gestão da informação e do conhecimento e este novo pensamento que os organiza podem transformar as organizações de saúde e promover a qualidade no benefício de todos. O artigo termina retomando o ciclo: a reforma organizacional que alimenta a reforma do pensamento, que vai alimentar a reforma organizacional, estimulando nova reforma do pensamento...

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Publicado

2006-01-01

Como Citar

Biscaia, A. R. (2006). A reforma dos cuidados de saúde primários e a reforma do pensamento. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 22(1), 67–79. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v22i1.10211