Estudo da prevalência da diabetes e das suas complicações numa coorte de diabéticos portugueses: Um estudo na rede médicos-sentinela

Autores

  • Isabel Marinho Falcão Médica de Família, Direcção-Geral da Saúde
  • Cristina Pinto Médica de Família do CS Sta. Cruz do Bispo
  • Joana Santos Médica de Família do CS Senhora da Hora
  • Maria De Lourdes Fernandes Médica de Família do CS Oeiras
  • Leonor Ramalho Médica de Família do CS da Venda-Nova
  • Eleonora Paixão Estatista do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge
  • José Marinho Falcão Director do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v24i6.10566

Palavras-chave:

Diabetes, Prevalência, Complicações, Terapêutica, Rede Médicos-Sentinela

Resumo

Objectivos: Caracterizar uma coorte de diabéticos em relação ao sexo e idade; estimar a prevalência de diabetes de tipo 1 e 2; caracterizar os diabéticos de tipo 2 em relação à terapêutica prescrita, hábitos tabágicos e alcoólicos, ida à consulta de oftalmologia e a alguns dados bioquímicos e biométricos; estimar a prevalência das complicações da diabetes de tipo 2. Tipo de Estudo: Fase transversal, com a duração de 1 ano, de um estudo de follow up com a duração de 3 anos. Local: Utentes de vários Centros de Saúde. População: Utentes diabéticos inscritos nas listas de 66 médicos de família que colaboram com a Rede Médicos-Sentinela, num total de 4.583. Métodos: Inquérito feito aos médicos sobre os utentes diabéticos inscritos nas respectivas listas. Os dados foram analisados no Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Resultados e Conclusões: A taxa de prevalência de diabetes de tipo 1 foi estimada em 0,1% e a de tipo 2 em 5,4%.A terapêutica mais frequente associada à diabetes foi a da hipertensão, em 3.265 (75,5%) casos.A interpretação dos resultados relacionados com as complicações da diabetes deve ser cuidadosa, uma vez que o número de casos é reduzido. Identificaram-se complicações da diabetes em 816 (18,7%) diabéticos de tipo 2, sendo a retinopatia diabética a mais frequente, em 356 (11,4%) casos. Uma vez que apenas cerca de metade (1.790; 48,7%) dos diabéticos tinha ido à consulta de oftalmologia no ano anterior, poder-se-á estar a subestimar a prevalência desta complicação. Apesar do grande volume de dados, sabe-se que vários factores poderão ter enviesado os resultados, pelo que deverão ser considerados como valores mínimos.

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Publicado

2008-11-01

Como Citar

Falcão, I. M., Pinto, C., Santos, J., Fernandes, M. D. L., Ramalho, L., Paixão, E., & Falcão, J. M. (2008). Estudo da prevalência da diabetes e das suas complicações numa coorte de diabéticos portugueses: Um estudo na rede médicos-sentinela. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 24(6), 679–92. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v24i6.10566

Edição

Secção

Investigação Original

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