Referenciação aos cuidados de saúde secundários em idade pediátrica

Autores

  • Maria Inês Santos Interna de 4.º Ano do Internato Complementar de Pediatria do Hospital de São Teotónio EPE, Viseu;
  • Inês Coelho Interna do 2.º Ano do Internato Complementar de Medicina Geral e Familiar na USF Grão Vasco, Viseu;
  • Frederico Rosário Assistente de Medicina Geral e Familiar na UCSP Quinta da Lomba, Barreiro;
  • Patrícia Machado Interna do 2.º Ano do Internato Complementar de Medicina Geral e Familiar na USF Viriato, Viseu;
  • Lurdes Nery Assistente Graduado de Medicina Geral e Familiar na USF Grão Vasco, Viseu;
  • João Ribeiro Assistente de Medicina Geral e Familiar na USF Viriato, Viseu.
  • António Lemos Assistente Graduado de Medicina Geral e Familiar na USF Grão Vasco, Viseu;

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v27i5.10885

Palavras-chave:

Referenciação e Consulta, Comunicação, Cuidados de Saúde Primários, Hospital, Pediatria, Qualidade dos Cuidados de Saúde

Resumo

Objectivos: Estimar a taxa de referenciação à consulta externa hospitalar em idade pediátrica das Unidades de Saúde Familiar (USF) Grão Vasco e Viriato ao Hospital de São Teotónio (HST); caracterizar a referenciação nestas USF à consulta externa do HST; analisar a resposta hospitalar. Tipo de estudo: Observacional, transversal e analítico. Local: HST, USF Grão Vasco e Viriato. População: Crianças e adolescentes (menos de 18 anos de idade), inscritas nas USF Grão Vasco e Viriato, que utilizaram as consultas de Saúde Infantil e Juvenil durante o ano de 2009. Métodos: Foram analisadas todas as referenciações efectuadas durante o ano de 2009. Os dados foram colhidos por consulta dos processos hospitalares e das USF. Variáveis estudadas: sexo, idade, número de crianças referenciadas por médico, número de consultas por médico, anos de prática do médico, consulta pedida, motivo de referenciação, iniciativa da referenciação, forma de escrita das cartas, qualidade das cartas, tempo até primeira consulta, informação de retorno. Resultados: Foram analisadas 135 referenciações, 63% do sexo masculino, média de idades 6,1 ± 4,2 anos. Foi encontrada uma taxa de referenciação de 1,1% (0,9; 1,3). Não se encontrou correlação significativa entre os anos de prática clínica do médico de família e a taxa de referenciação. As especialidades mais referenciadas foram Pediatria Geral (35,6%) e Cirurgia Pediátrica (33,3%). As cartas de referenciação apresentaram boa qualidade em 69,6% dos casos. Verificou-se uma associação significativa entre a qualidade das cartas e a especialidade referenciada, tendo-se encontrado uma associação significativa entre a Cirurgia Pediátrica e cartas de qualidade razoável/má. A mediana do tempo de espera pela consulta foi de 92 dias (83,6; 100,4). Encontrou-se informação de retorno em 10,5% dos casos. Conclusões: A taxa de referenciação encontrada foi inferior à observada noutros artigos. Existem aspectos a melhorar na qualidade das cartas de referenciação e no tempo de resposta hospitalar às consultas.

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Publicado

2011-09-01

Como Citar

Santos, M. I., Coelho, I., Rosário, F., Machado, P., Nery, L., Ribeiro, J., & Lemos, A. (2011). Referenciação aos cuidados de saúde secundários em idade pediátrica. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 27(5), 422–32. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v27i5.10885

Edição

Secção

Investigação Original

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