Toxicodependência na gravidez e maternidade - A importância de uma abordagem multidisciplinar

Cristina Nunes, Susana Rocha, Tânia Esteves

Resumo



Introdução: Os problemas de adição na gravidez e na maternidade são graves. Em particular, o uso de cannabis não é inofensivo. Pode estar associado a uma síndrome de abstinência no recém-nascido e alterações do desenvolvimento na criança mais velha.
O artigo descreve a abordagem multidisciplinar no caso de toxicodependência na gravidez, fornecendo algumas pistas para ajudar os médicos de família a lidar com as crianças afectadas e a aumentar o interesse sobre o tema da toxicodependência na relação mãe-filho.
Descrição do caso: Apresenta-se o caso de uma mulher grávida, seropositiva para o VIH, consumidora de cannabis. A gravidez foi não planeada mas desejada e vigiada. O filho resultante desta gravidez apresenta um atraso de desenvolvimento psicomotor de cerca de 3 a 6 meses correspondente à sua idade real. Foi analisado o caso com a sua Médica de Família, em conjunto com a Pediatra e a Assistente Social.
Comentário: A abordagem destes casos deve ser multidisciplinar, através de referenciação atempada. O tratamento de suporte é sempre adequado e deve ser instituído precocemente. Promovendo um ambiente familiar funcional e com a vigilância da Comissão de Protecção de Menores, as intervenções educativas precoces durante a gravidez e nos primeiros meses e anos de vida da criança são das mais valiosas para um desenvolvimento o mais pleno possível. Este tipo de cuidados está ao alcance do Médico de Família.

Palavras-chave


Comportamento Aditivo; Síndrome de Abstinência Neonatal; Intervenção Precoce; Cannabis

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DOI: http://dx.doi.org/10.32385/rpmgf.v27i5.10889

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