Estudo de microcitose numa população jovem adulta assintomática

Autores

  • Manuela Rebordão Licenciada em Ciências Farmacêuticas. Especialista em Análises Clínicas pela Ordem dos Farmacêuticos. Mestre em Imunologia Clínica pela Faculdade de Medicina da Universidade Beira Interior. Hospital Militar. Responsável de Hematologia
  • Manuel Silva Licenciado em Ciências Farmacêuticas. Tenente Coronel Farmacêutico. Especialista em Análises Clínicas pela Ordem dos Farmacêuticos. Hospital Militar de Belém. Chefe do Serviço de Análises Clínicas

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v27i6.10899

Palavras-chave:

Índices de Eritrócitos, Talassémia, Hemoglobinopatias

Resumo

Objectivo: Quantificar e identificar as causas de microcitose de uma população jovem adulta assintomática. População e Métodos: Foram estudados 2558 jovens candidatos a ingressar no Exército Português e previamente apurados nas provas físicas exigidas para o efeito. No grupo que apresentou volume globular médio inferior a 80fL (microcitose) foi efectuado doseamento de ferro, de ferritina e electroforese capilar de hemoglobina. Os casos foram agrupados de acordo com as possíveis causas de microcitose. Fez-se o levantamento do local de nascimento e residência. Foi aplicada estatística descritiva com o software SPSS. Resultados: A prevalência de microcitose foi de 3,2% (N=81). Foram identificados quatro grupos. Grupo I (N=12, 15%), dez portadores de hemoglobina S (70% de Lisboa e Setúbal), um portador de hemoglobina C (de Lisboa) e um portador de hemoglobina Lepore (de Santarém). Grupo II (N=16, 20%), portadores heterozigóticos de ß-talassémia, a maior parte proveniente de Faro. Grupo III (N=21, 26%), maioritariamente de Lisboa, com valores de ferritina inferiores a 15ng/mL e caracterizados por anemia ferropénica. Grupo IV (N=32, 40%), com valores normais de ferro, ferritina e electroforese de hemoglobina, suspeitos de serem portadores de a-talassémia, maioritariamente de Lisboa. Conclusão: A avaliação da microcitose nesta população jovem adulta assintomática, feita a partir de uma metodologia simples e pouco dispendiosa, foi suficientemente robusta e capaz de identificar anomalias genéticas e carenciais. Contribuiu-se para um melhor conhecimento epidemiológico e atuação no sentido de se instituírem medidas preventivas e promotoras de saúde como sejam o aconselhamento e a orientação genética.

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Publicado

2011-11-01

Como Citar

Rebordão, M., & Silva, M. (2011). Estudo de microcitose numa população jovem adulta assintomática. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 27(6), 508–16. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v27i6.10899

Edição

Secção

Investigação Original