Evolução ponderal na gravidez, preditores e consequências: Estudo retrospetivo

Autores

  • Joana Sequeira Interna de Medicina Geral e Familiar USF Flor de Sal - Aces Baixo Vouga II
  • Carla Simões Interna de Medicina Geral e Familiar USF Flor de Sal - Aces Baixo Vouga II
  • Verónica Colaço Assistente de Medicina Geral e Familiar USF Flor de Sal - Aces Baixo Vouga II
  • Joana Dias Assistente graduada de Medicina Geral e Familiar USF Flor de Sal - Aces Baixo Vouga II

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v29i2.11057

Palavras-chave:

Gravidez, Obesidade, Aumento Ponderal

Resumo

Objetivos: Avaliar o aumento ponderal durante a gravidez e verificar se existe associação entre o aumento de peso na gravidez e o tipo de parto, paridade, complicações obstétricas e peso do recém-nascido. Tipo de estudo: Estudo de coorte histórica. Local: Centro de Saúde de Vagos, Agrupamento de Centros de Saúde Baixo Vouga II. População: Grávidas vigiadas na unidade de saúde. Métodos: Amostra constituída por mulheres que estiveram grávidas entre 2003 e 2010. As variáveis estudadas foram: idade, paridade, índice de massa corporal (IMC) pré-concecional, aumento ponderal, tipo de parto, complicações obstétricas e peso do recém-nascido. Para análise estatística utilizaram-se os testes de Qui-quadrado, ANOVA e Least Significant Difference. Resultados: Foram estudadas 495 grávidas com idade média de 27 anos. No início da gravidez 35% tinham IMC >= 25, no final 46% tiveram aumento de peso superior ao recomendado. As grávidas com aumento de peso superior ao recomendado apresentaram em média um IMC pré-concecional significativamente maior que as grávidas com aumento de peso adequado ou inferior ao recomendado (p >= 0,001). Os recém-nascidos filhos de grávidas com aumento de peso superior ao recomendado apresentaram um peso médio significativamente superior aos restantes recém-nascidos (p = 0,024). Não houve associação entre aumento de peso e tipo de parto, complicações obstétricas ou paridade. Conclusões: Cerca de um terço das grávidas apresentaram excesso de peso ou obesidade no início da gravidez. A maioria das grávidas teve um aumento de peso superior ao recomendado para o seu IMC. As grávidas com maior IMC pré-concecional têm mais frequentemente ganho ponderal superior ao recomendado e têm filhos, em média, mais pesados. São necessários estudos para validar recomendações de aumento ponderal na gravidez para a população portuguesa.

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Publicado

2013-03-01

Como Citar

Sequeira, J., Simões, C., Colaço, V., & Dias, J. (2013). Evolução ponderal na gravidez, preditores e consequências: Estudo retrospetivo. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 29(2), 98–104. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v29i2.11057

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