Sobrevivência em mulheres na pós-menopausa com fractura da anca

Autores

  • Carmen Mª Gándara Quintas Médica de Familia. Fundación 061 – Urxencias Sanitarias de Galicia. Complexo Hospitalario Universitario de Ourense. Ourense. España
  • Gabriel J Díaz Grávalos Médico de Familia. Servizo Galego de Saúde. C. S. Cea. Cea (Ourense). España
  • Mª Elena Pereiro Sánchez Médica de Familia. Servizo Galego de Saúde. C. S. Cea. Cea (Ourense). España
  • Inmaculada Casado Górriz Médica de Familia. Servizo Galego de Saúde. C. S. Allariz. Allariz (Ourense). España
  • Mª José Varela Estévez Médica de Familia. Servizo Galego de Saúde. C. S. Cea. Cea (Ourense). España

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v29i6.11198

Palavras-chave:

Fraturas do Quadril, Sobrevivência, Pós-menopausa, Fatores de Risco

Resumo

Objetivo: Estimar a sobrevivência de mulheres pós-menopáusicas com fratura da anca e possíveis fatores associados à mesma. Tipo de estudo: Coorte retrospetivo. Local: Atenção primária e hospitalar em Ourense (Espanha). População: Todas as pacientes com fratura da anca em 2006 e 2007, seguidas até julho de 2011. Métodos: Determinou-se: data de fratura e idade, meio de residência (rural/urbano), patologia concomitante (demência, cardiopatia, enfermidade cérebro-vascular, diabetes mellitus, DPOC, enfermidade neo-plásica), grau ASA, demora cirúrgica, fratura prévia, data de falecimento e sobrevivência até essa data ou encerramento do estudo. Utilizou-se o método de Kaplan-Meier na determinação da probabilidade de sobrevivência e a regressão de Cox na investigação de fatores associados. Resultados: Foram incluídos 626 casos. A média da idade era 84,0 (Desvio Padrão 8,1) anos. Faleceram 339 pacientes (54, 2%), 98 (28,9%) nos primeiros 3 meses após a fratura. A média da sobrevivência foi de 41,9 (Erro Padrão (EP) 1,1) meses, com uma mediana de 47,7 (EP 3,2) meses. A probabilidade de sobrevivência aos 12 meses foi de 79,2%, de 68,1% aos 24 meses e de 57,0% aos 36 meses. Encontrou-se associação entre menor sobrevivência e maior idade, maior número de comorbidades e residência rural, sendo maior a sobrevivência se existia antecedente de fratura e após estabilização cirúrgica. Conclusões: A sobrevivência após fratura da anca é semelhante à referida na literatura, associando-se fundamentalmente à comorbilidade. A mortalidade é maior nos primeiros meses depois da fractura.

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Publicado

2013-11-01

Como Citar

Quintas, C. M. G., Grávalos, G. J. D., Sánchez, M. E. P., Górriz, I. C., & Estévez, M. J. V. (2013). Sobrevivência em mulheres na pós-menopausa com fractura da anca. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 29(6), 378–84. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v29i6.11198