Contraceção e risco de tromboembolismo venoso: um estudo caso-controlo

Autores

  • Ana Catarina Guimarães Aluna do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina.Instituto de Ciências da Vida e da Saúde (ICVS), Escola de Ciências da Saúde, Universidade do Minho, Braga, Portugal.ICVS/3B’s – Laboratório Associado do Governo Português, Braga/Guimarães, Portugal.
  • Patrício Costa Professor Auxiliar.Instituto de Ciências da Vida e da Saúde (ICVS), Escola de Ciências da Saúde, Universidade do Minho, Braga, Portugal.ICVS/3B’s – Laboratório Associado do Governo Português, Braga/Guimarães, Portugal.
  • Afonso Rocha Assistente Graduado de Ginecologia e Obstetrícia.Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Braga, Braga, Portugal
  • Fátima Queirós Assistente Graduada de Imuno-Hemoterapia.Serviço de Imuno-hemoterapia do Centro Hospitalar do Alto Ave, E.P.E. Guimarães/Fafe, Portugal.
  • Ana Paula Barbosa Especialista em Imuno-hemoterapia com o grau de Consultor.Serviço de Imuno-hemoterapia do Hospital de Braga, Braga, Portugal
  • Cristina Nogueira Silva Médica Interna de Ginecologia e Obstetrícia; Professora Auxiliar Convidada a 50%. . Instituto de Ciências da Vida e da Saúde (ICVS), Escola de Ciências da Saúde, Universidade do Minho, Braga, Portugal.Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Braga, Braga, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v30i5.11386

Palavras-chave:

Contracetivos Orais Combinados, Progestativo, Tromboembolismo Venoso

Resumo

Objetivos: Comparar o risco de tromboembolismo venoso (TEV) entre a 4ª geração e as gerações anteriores de contracetivos orais combinados (COC); analisar a correlação existente entre a idade, índice de massa corporal (IMC) e duração da toma do COC e o risco de TEV. Tipo de estudo: Estudo caso-controlo. Local: Centro Hospitalar do Alto-Ave, Hospital de Braga e Unidade Local de Saúde do Alto Minho. População: Foram estudadas no total 257 mulheres, das quais 122 tinham diagnóstico prévio de TEV e 135 não tinham história de TEV. Métodos: Reviram-se os registos clínicos de mulheres em seguimento por TEV, ocorrido entre 2010 e 2013. As mulheres a tomar COC aquando do evento tromboembólico eram os casos. Os controlos foram as mulheres seguidas em consulta de planeamento familiar, a tomar COC e sem antecedentes de TEV. Resultados: Os COC de 4ª geração não aumentam o risco de TEV comparativamente com as gerações anteriores (OR = 1,77; IC95 0,93-3,38; p = 0,083). Não se observou correlação entre o IMC e o risco de TEV (OR = 1,53; IC95 0,76-3,06; p = 0,234). Por outro lado, a idade (OR = 1,5; IC95 1,02-1,09; p = 0,001) e a duração da toma do COC (OR = 2,41; IC95 1,19-4,87; p = 0,014) estiveram associados a risco de TEV. Conclusões: O risco de TEV depende da idade e duração do uso do COC. Tendo em consideração as limitações do estudo, a interpretação dos resultados deve ser cautelosa, quanto à segurança dos COC de 4ª geração.

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Publicado

2014-09-01

Como Citar

Guimarães, A. C., Costa, P., Rocha, A., Queirós, F., Barbosa, A. P., & Silva, C. N. (2014). Contraceção e risco de tromboembolismo venoso: um estudo caso-controlo. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 30(5), 300–4. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v30i5.11386

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