Hemorragia subaracnoideia: um quadro atípico de uma patologia rara

Autores

  • Hugo Rocha Médico Interno de Medicina Geral e Familiar. Unidade de Saúde Local de Matosinhos, USF Lagoa
  • Raquel Braga Assistente Graduada de Medicina Geral e Familiar. Unidade de Saúde Local de Matosinhos, USF Lagoa

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v32i4.11829

Palavras-chave:

Hemorragia Subaracnoideia, Cefaleia, Médico de Família, Competências Nucleares

Resumo

Introdução: Apesar de ser uma causa rara de cefaleia, a hemorragia subaracnoideia tem uma mortalidade elevada e pode resultar em graves sequelas neurológicas a longo prazo. Este caso clínico retrata um quadro atípico desta patologia, devendo existir alto grau de suspeição para a mesma. Descrição do caso: Homem de 50 anos, angolano, com antecedentes pessoais de rinite alérgica e sinusite crónica. Pertence a uma família nuclear na fase V do ciclo familiar de Duvall, Graffar IV. Pai falecido com hemorragia intracraniana aos 54 anos. Recorre à consulta por quadro de febre, rinorreia e cefaleia com 12 horas de evolução, acompanhada de vómitos. Apresentava-se hipertenso, sem défices neurológicos, com dor à flexão cervical, sem rigidez da nuca. Perante a possibilidade de meningite aguda e, com menor probabilidade, hemorragia subaracnoideia, foi enviado ao serviço de urgência do hospital de referência, onde se confirmou o diagnóstico de hemorragia subaracnoideia aneurismática. Fez tratamento cirúrgico do aneurisma, tendo sobrevivido sem défices neurológicos. Comentário: O diagnóstico diferencial de cefaleia estende-se de quadros benignos, e muito prevalentes, a quadros graves, com risco de vida, de baixa incidência. O relato apresentado, além de abordar uma patologia rara em contexto dos cuidados de saúde primários, mostra um quadro sintomático de apresentação incomum, pelo que permite realçar algumas competências nucleares do médico de família.

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Publicado

2016-07-01

Como Citar

Rocha, H., & Braga, R. (2016). Hemorragia subaracnoideia: um quadro atípico de uma patologia rara. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 32(4), 275–9. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v32i4.11829

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