CONTRIBUTO PARA A CORRELAÇÃO ENTRE A HIPERGLICEMIA E O DELIRIUM

Autores

  • Sofia Oliveira Vale Unidade de Saúde Familiar Nova Salus, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII - Gaia
  • Ana Catarina Machado Unidade de Saúde Familiar Nova Salus, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII - Gaia
  • Adriana Meneses Unidade de Saúde Familiar Nova Salus, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII - Gaia
  • Sílvia Castro Alves Unidade de Saúde Familiar Nova Salus, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII - Gaia

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v35i5.12192

Resumo

Introdução: O Delirium é uma das patologias mentais mais comuns nos Cuidados de Saúde Primários, particularmente nos idosos. Pode apresentar várias condições médicas subjacentes, nomeadamente o descontrolo metabólico com hiperglicemia, sendo fundamental um diagnóstico etiológico rápido.

Descrição do Caso: Mulher, 80 anos, caucasiana, 4º ano de escolaridade, autónoma. Antecedentes de obesidade, hipertensão arterial, dislipidemia, valvulopatia e depressão. Trazida ao Médico de Família (MF) pela filha por quadro intermitente com dois meses de evolução de polifagia, comprometimento da memória imediata e recente, discurso incoerente, bradifasia, défice de atenção, perturbação do sono e irritabilidade. Flutuação diária da clínica, com agravamento nos três dias anteriores à consulta. Ao exame objetivo, tensão arterial de 136/57mmHg, movimentos estereotipados e Mini-Mental State Examination (MMSE): 22/30. Fez estudo para causa secundária de declínio cognitivo, estabelecendo-se o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 (hemoglobina glicada (HbA1c): 14%), sem outras alterações. Iniciou cuidados higieno-dietéticos, metformina e insulinoterapia. Foi reavaliada dois meses e meio depois, referindo cumprir rigorosamente plano alimentar e de exercício físico diário e melhoria do quadro cognitivo. Ao exame objetivo tensão arterial de 110/86mmHg, MMSE: 25/30, teste do relógio sem alterações e HbA1c de 7.8%.

Comentário: O reconhecimento de que a hiperglicemia é uma das possíveis etiologias de Delirium, pode acelerar a resolução do quadro e diminuir o seu impacto na morbimortalidade dos doentes. O MF deve prestar um acompanhamento próximo e contínuo e estar alerta para o facto de que patologias comuns se podem apresentar com quadros clínicos variados.

Palavras-chave: Diabetes mellitus, delirium e hiperglicemia

Biografias Autor

Sofia Oliveira Vale, Unidade de Saúde Familiar Nova Salus, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII - Gaia

Médica Interna de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar na Unidade de Saúde Familiar Nova Salus, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII - Gaia

Ana Catarina Machado, Unidade de Saúde Familiar Nova Salus, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII - Gaia

Médica Interna de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar na Unidade de Saúde Familiar Nova Salus, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII - Gaia

Adriana Meneses, Unidade de Saúde Familiar Nova Salus, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII - Gaia

Médica Interna de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar na Unidade de Saúde Familiar Nova Salus, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII - Gaia

Sílvia Castro Alves, Unidade de Saúde Familiar Nova Salus, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII - Gaia

Médica Interna de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar na Unidade de Saúde Familiar Nova Salus, Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII - Gaia

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Publicado

2019-10-18

Como Citar

Vale, S. O., Machado, A. C., Meneses, A., & Alves, S. C. (2019). CONTRIBUTO PARA A CORRELAÇÃO ENTRE A HIPERGLICEMIA E O DELIRIUM. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 35(5), 424–7. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v35i5.12192