Adequação da formação em saúde do adolescente: opiniões dos médicos e enfermeiros de família que frequentaram uma ação formativa

Autores

  • Maria Inês Santos Médica assistente de Pediatria. Unidade de Medicina do Adolescente, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, E.P.E., Viseu, Portugal.
  • Frederico Rosário Médico assistente de Medicina Geral e Familiar. Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Tomaz Ribeiro – Extensão de Molelos, Tondela, Portugal.
  • Elisabete Santos Médica assistente graduada de Pediatria. Coordenadora da Unidade de Medicina do Adolescente, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, E.P.E., Viseu, Portugal.

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v34i3.12446

Palavras-chave:

Educação, Saúde do adolescente, Cuidados de saúde primários.

Resumo

Objetivos: Avaliar a perceção que os profissionais de saúde dos cuidados de saúde primários têm sobre a formação recebida em saúde do adolescente e identificar as limitações sentidas e as necessidades de formação adicional. Tipo de estudo: Estudo observacional, transversal e descritivo. Local: Região Centro. População: Médicos e enfermeiros de família da região Centro. Métodos: Os médicos e enfermeiros de família inscritos numa formação de saúde do adolescente foram convidados a responder a um inquérito em que se solicitava a avaliação da sua formação pré e pós-graduada em saúde do adolescente, a necessidade de receber formação adicional e as limitações. Resultados: A maioria dos participantes considerou que a sua formação pré-graduada era insuficiente (médicos: 97%; enfermeiros: 77,2%) e que não se sentia apto para lidar com adolescentes após a licenciatura (médicos: 93,9%; enfermeiros: 87,7%). A maioria dos médicos de família também considerou insuficiente a formação recebida durante o internato (77,5%), não se sentindo aptos a lidar com adolescentes no final do mesmo (68,4%), tendo ainda considerado insuficiente a formação frequentada após o internato (73,0%). Os participantes consideraram ter necessidade de receber formação adicional em saúde do adolescente, apontando áreas com maiores necessidades formativas: as queixas psicossomáticas (82,2%), os problemas familiares (72,9%), a entrevista ao adolescente (69,5%), o consumo de substâncias (62,6%) e os problemas escolares e de comportamento (62,3%). Conclusões: Os médicos e enfermeiros de família inquiridos referiram sentir importantes lacunas formativas em saúde do adolescente na sua formação pré e pós-graduada, bem como a necessidade de obter mais formação nesta área.

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Publicado

2018-05-01

Como Citar

Santos, M. I., Rosário, F., & Santos, E. (2018). Adequação da formação em saúde do adolescente: opiniões dos médicos e enfermeiros de família que frequentaram uma ação formativa. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 34(3), 71–7. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v34i3.12446

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