Influência das características familiares no tempo de ecrã em crianças até aos 18 meses de idade

Autores

  • Cátia Palha USF Camélias, ACeS Gaia http://orcid.org/0000-0002-3194-8756
  • Bruna Tavares USF Vale do Vouga, ACeS Entre Douro e Vouga II
  • Daniela Lopes Morgado USF Novos Rumos, ACeS Alto Ave
  • Débora Fonseca USF Além D'Ouro, ACeS Espinho/Gaia
  • Juliana Castro USF Terras de Santa Maria, ACeS Entre Douro e Vouga I
  • Pedro Sousa Castro UCSP de Crestuma, ACeS Espinho/Gaia

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v35i6.12541

Palavras-chave:

Media, crianças, família

Resumo

Objetivo

Descrever as caraterísticas familiares associadas à exposição a tempo de ecrã (TE) nas crianças com idades entre 0 e 18 meses. 

Tipo de estudo

Estudo observacional transversal analítico.

Local

USF Além D’Ouro, USF Camélias, USF Novos Rumos, USF Terras de Santa Maria, USF Vale do Vouga e UCSP de Crestuma.

População

Crianças com idade entre 0 e 18 meses, inscritas nas unidades referidas.

Métodos

Foi desenvolvido pelos autores um questionário sobre o TE das crianças e uma breve caraterização da família, de resposta voluntária e confidencial. O tratamento estatístico dos dados foi realizado através do programa Statistical Package for the Social Sciences - SPSS®. Considerou-se existir significância estatística para valores de p< 0,05.

Resultados

Foram devolvidos 142 questionários preenchidos (taxa de resposta de 42,5%) e incluídos 137. A mediana de idades foi 12 meses e 50,4% eram do género masculino. A média de idades do pai foi 34 anos e da mãe 33. Cerca de 83% das crianças pertencia a famílias nucleares e 31,4% ficava ao cuidado dos avós ou no infantário. Das 137 crianças analisadas, 81% teve exposição e, destas, mais de metade teve o primeiro contacto até aos 6 meses de vida. Não se verificou diferença na duração de TE à semana e ao fim-de-semana (71,2% e 73% das crianças com exposição, respetivamente). Verificou-se uma correlação estatisticamente significativa entre o TE e as variáveis “idade da criança” e “idade da mãe”, sendo que crianças de mães com idade igual ou superior a 39 anos foram expostas a TE mais tardiamente.

Conclusão

Este estudo demonstrou hábitos de TE inadequados face às recomendações atuais para a idade, resultados concordantes com estudos nacionais e internacionais. A elaboração de estratégias de intervenção generalizadas, nomeadamente a capacitação dos cuidadores acerca do TE adequado à idade da criança, deve ser incentivada.

Biografias Autor

Cátia Palha, USF Camélias, ACeS Gaia

Interno(a) de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar

Bruna Tavares, USF Vale do Vouga, ACeS Entre Douro e Vouga II

Interno(a) de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar

Daniela Lopes Morgado, USF Novos Rumos, ACeS Alto Ave

Interno(a) de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar

Débora Fonseca, USF Além D'Ouro, ACeS Espinho/Gaia

Interno(a) de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar

Juliana Castro, USF Terras de Santa Maria, ACeS Entre Douro e Vouga I

Interno(a) de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar

Pedro Sousa Castro, UCSP de Crestuma, ACeS Espinho/Gaia

Interno(a) de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar

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Publicado

2019-12-26

Como Citar

Palha, C., Tavares, B., Lopes Morgado, D., Fonseca, D., Castro, J., & Sousa Castro, P. (2019). Influência das características familiares no tempo de ecrã em crianças até aos 18 meses de idade. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 35(6), 438–48. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v35i6.12541