Empatia e empoderamento na diabetes mellitus tipo 2

Autores

  • Rita Mendes USF Faria Guimarães
  • Luiz Miguel Santiago Professor Associado com Agregação, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Consultor, Assistente Graduado Sénior em Medicina Geral e Familiar na USF Topázio

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v38i5.13381

Palavras-chave:

Diabetes mellitus tipo 2, Empatia, Empoderamento, Hemoglobina A1c, Cuidados de saúde primários

Resumo

Objetivos: Avaliar a perceção de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 acerca da empatia do seu médico e o seu empoderamento relativamente à doença, perceber a influência de cada um no controlo metabólico da patologia e estudar uma possível correlação entre eles.

Métodos: Realizou-se um estudo transversal descritivo e analítico a uma amostra aleatória de 65 indivíduos com diabetes mellitus tipo 2, representativa em tamanho da população diabética de dois grupos de Unidades de Saúde Familiar da região centro de Portugal. Aplicou-se, a cada um dos indivíduos no dia da consulta médica, um questionário de caracterização sociodemográfica e clínico-laboratorial e as versões portuguesas do questionário Jefferson Scale of Patient Perceptions of Physician Empathy (JSPPPE), para avaliação da perceção da empatia médica, e do Diabetes Empowerment Scale Short Form (DES-SF), para estimar o empoderamento da pessoa diabética relativamente à doença. Subsequentemente realizou-se análise estatística descritiva e inferencial após verificação da normalidade dos dados.

Resultados: Como resultados verificou-se uma pontuação final média da JSPPPE de 6,3±1,0 (IC95%, 6,1 a 6,6) e da DES-SF de 4,4±0,6 (IC95%, 4,3 a 4,6). Identificou-se uma correlação positiva fraca, sem significado estatístico, entre o valor médio da HbA1c e o valor médio da JSPPPE (ρ=0,346; p=0,119). Determinaram-se correlações estatisticamente significativas entre a média dos dois últimos valores de HbA1c e a média da DES-SF (ρ=-0,282; p=0,023) e entre a média da JSPPPE e da DES-SF (ρ=0,495; p<0,001).

Conclusões: O estudo não demonstrou haver correlação entre a perceção da empatia médica e o controlo metabólico na diabetes. No entanto, evidenciou uma relação inequívoca entre a perceção da empatia médica e o empoderamento para a diabetes, bem como uma correlação significativa entre o empoderamento do indivíduo e o controlo metabólico da patologia.

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Publicado

2022-11-09

Como Citar

Mendes, R., & Santiago, L. M. (2022). Empatia e empoderamento na diabetes mellitus tipo 2. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 38(5), 461–72. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v38i5.13381

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