Terapia familiar em cuidados de saúde primários.

Autores

  • Cristina Magalhães Psicóloga Clínica Terapeuta Familiar no Centro de Saúde de Sete Rios;
  • Maria Amália Silva Nunes Assistente Graduada de Clínica Geral e Terapeuta Familiar no Centro de Saúde de Sete Rios.

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v17i2.9832

Palavras-chave:

Cuidados de Saúde Primários, Disfunção Familiar, Intervenção Familiar, Intervenção Sistémica, Terapia Familiar

Resumo

Confrontado diariamente com um número crescente de situações cuja resolução ultrapassa o âmbito da Clinica Geral um grupo de Clínicos Gerais do Centro de Saúde de Sete Rios solicitou à Direcção, em 1997, apoio específico na área da Terapia Familiar. Com o objectivo de ajudar as famílias em situação de disfuncionalidade a efectuarem as mudanças necessárias a um funcionamento mais eficaz e satisfatório para os seus elementos e de, simultâneamente, promover entre os profissionais do Centro de Saúde a compreensão dos problemas de saúde numa óptica sistémica, surgiu este projecto, a funcionar desde Janeiro de 1998. Com uma forte articulação entre Terapeutas Familiares e Médicos de Família, traduzida na realização de reuniões periódicas entre os dois grupos profissionais para discussão das situações referenciadas e com um período de atendimento de 4 horas semanais, o projecto abrangeu em Terapia Familiar, 52 famílias, às quais foram realizadas 212 entrevistas familiares sistémicas. Foram estudados os motivos de referência e foi feita uma avaliação diagnóstica sistémica das situações apresentadas. Verificou-se diminuição do consumo de consultas de Clínica Geral nas famílias com adesão ao processo terapêutico, tendo sido igualmente observada diminuição ou desaparecimento dos sintomas em cerca de 53 % dos casos em que o processo foi considerado terminado - por alta, referenciação ou abandono.

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Publicado

2001-03-01

Como Citar

Magalhães, C., & Nunes, M. A. S. (2001). Terapia familiar em cuidados de saúde primários. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 17(2), 151–8. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v17i2.9832