Criança maltratada

Autores

  • Liliana Maria De Oliveira Figueiredo Mariano Assistente Eventual de Clínica Geral/Medicina Familiar Centro de Saúde de Vagos

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v17i6.9858

Palavras-chave:

Crianças Maltratadas, Famílias Maltratantes, Maus Tratos Infantis

Resumo

INTRODUÇÃO: Os estudos efectuados sobre o tema Criança Maltratada, têm tido um carácter local ou têm sido estudos pontuais de casos que são do conhecimento público através dos media. Não obstante, tudo aponta para que representem uma «ponta insignificante» do «iceberg» da prevalência real de casos de sevícias infantis. Esta revisão temática visa também a sensibilização dos profissionais de saúde para este problema tão sub-diagnosticado ainda em Portugal. MÉTODOS: Na Medline foram seleccionados os artigos publicados nos últimos cinco anos. Também foram consultados livros de texto e revistas científicas recentes para sistematizar conhecimentos e fundamentar actuações. CORPO DE REVISÃO: A autora efectuou uma abordagem nas perspectivas histórica e sociológica, da referida temática. Fez-se ainda uma descrição clínica exaustiva dos vários tipos de sevícias infantis e enumerou-se uma panóplia de sinais indicadores de alta suspeição de maus tratos à criança. Por último, abordou-se qual o modo de actuação mais adequado face ao binómio criança maltratada/ família maltratante. CONCLUSÃO: Tem que se sensibilizar a Comunidade para o facto de que maltratar uma criança é crime. Todos os técnicos de saúde directamente envolvidos com uma criança maltratada, devem sentir-se responsabilizados na resolução deste complexo problema. O Médico de Família, como agente prestador de cuidados de saúde mais próximo da Comunidade, pode e deve assumir um papel crucial na prevenção deste flagelo social.

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Publicado

2001-11-01

Como Citar

Mariano, L. M. D. O. F. (2001). Criança maltratada. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 17(6), 459–69. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v17i6.9858