Amigdalofaringite aguda - Proposta de abordagem baseada na evidência

Autores

  • Paula Mourão Assistente Eventual de Clínica Geral Centro de Saúde de Rio de Mouro
  • Raquel Mateus Palma Interna do Internato Complementar de Clínica Geral da Zona Sul Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria, Unidade de Saúde de Vialonga

DOI:

https://doi.org/10.32385/rpmgf.v18i6.9896

Palavras-chave:

Amigdalofaringite, Diagnóstico, Terapêutica

Resumo

Objectivos: revisão da metodologia para efectuar o diagnóstico da amigdalofaringite aguda estreptocócica (AFAE) face ao quadro clínico de infecção aguda da orofaringe; revisão das recomendações terapêuticas para aquela doença infecciosa. Métodos: pesquisa, medline, online e manual, dos artigos publicados nas revistas médicas nos últimos cinco anos. Descritores utilizados: sore throat, pharyngitis, tonsillitis, management, diagnosis, treatment, antibiotics. Conclusões: As características clínicas utilizadas isoladamente não permitem distinguir de forma adequada a infecção estreptocócica das causadas por outros agentes. Os scores clínicos aumentam a acuidade diagnóstica, ao identificar o grupo de doentes com baixo risco de infecção e ao permitir o aumento da sensibilidade diagnóstica nas crianças, grupo onde a febre reumática é mais frequente. A maioria dos autores defende que, antes de iniciar antibiótico, se deve testar a presença de estreptococos do grupo A na orofaringe, através de exame cultural ou de teste rápido para detecção do antigénio. Admitem a possibilidade de iniciar antibioterapia empiricamente quando for obtida a pontuação máxima no score clínico. A penicilina G benzatínica, em dose única intramuscular, continua a ser o tratamento de eleição da AFAE. Nos alérgicos, e só nesses, usar a eritromicina. Alternativas ao tratamento de primeira linha, sobretudo na AFAE recorrente, poderão ser (por ordem decrescente de preferência): amoxicilina (isolada ou em associação com ácido clavulânico), cefalosporinas de primeira geração e novos macrólidos.

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Publicado

2002-11-01

Como Citar

Mourão, P., & Palma, R. M. (2002). Amigdalofaringite aguda - Proposta de abordagem baseada na evidência. Revista Portuguesa De Medicina Geral E Familiar, 18(6), 385–98. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v18i6.9896