Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf <p>A Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar é um órgão oficial da Associação Portuguesa de Medicina Geral Familiar. Visa contribuir para o desenvolvimento da especialidade de Medicina Geral e Familiar e dos Cuidados de Saúde Primários, através de uma publicação científica isenta, rigorosa e atual.</p> <p>É publicada desde 1984 com uma periodicidade bimestral.</p> pt-PT <p>Os autores concedem à RPMGF o direito exclusivo de publicar e distribuir em suporte físico, electrónico, por meio de radiodifusão ou em outros suportes que venham a existir o conteúdo do manuscrito identificado nesta declaração. Concedem ainda à RPMGF o direito a utilizar e explorar o presente manuscrito, nomeadamente para ceder, vender ou licenciar o seu conteúdo. 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Foram aplicadas várias medidas, como a reestruturação dos cuidados de saúde primários, que conduziu à acumulação de novas funções pelos profissionais, proporcionando maior <em>stress</em> laboral e maior desgaste com consequente predisposição a síndroma de <em>Burnout</em>.</p> <p><strong>Objetivos: </strong>Caracterizar as dificuldades dos profissionais; avaliar a prevalência da síndroma de <em>Burnout</em>; correlacionar a síndroma com variáveis sociodemográficas e profissionais.</p> <p><strong>Métodos: </strong>Estudo transversal, observacional e descritivo com componente analítica, aos profissionais dos cuidados de saúde primários de Portugal, que decorreu entre abril e junho de 2021. Foram avaliadas variáveis demográficas e profissionais, assim como a síndroma de <em>Burnout</em> através do <em>Maslach Burnout Inventory – Human Services Survey</em>.</p> <p><strong>Resultados: </strong>Foram aceites 1.434 respostas. A maioria dos inquiridos trabalhou durante fins-de-semana ou feriados e horas extraordinárias, assim como foram destacados para outros pólos associados à gestão da pandemia. Um terço não foi renumerado por horas extraordinárias ou incómodas e metade dos profissionais foram vítimas de agressão verbal ou física. A maioria discordou que tivesse suficientes recursos humanos e metade discordou que tivesse suficientes materiais. A prevalência da síndroma de <em>Burnout</em> foi de 20,4%. A síndroma e as suas dimensões associaram-se a idade de serviço, sexo, região, número de inscritos nas unidades funcionais, agressão física ou verbal, trabalho durante os fins-de-semana ou feriados, horas extraordinárias e respetivo não pagamento, assim como destacamento para outros pólos.</p> <p><strong>Conclusões: </strong>No presente estudo encontrou-se uma maior prevalência da síndroma de <em>Burnout</em> comparativamente a estudos prévios, possivelmente devido à pandemia COVID-19, corroborada pelas associações encontradas.</p> Ana Catarina Araújo, Ana Isabel Silva, Carlos Reis, Diana Rodrigues, Marta Duarte Gomes, Miguel Rebelo, Raquel Reis Lima Direitos de Autor (c) 2022 Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13429 Fri, 30 Dec 2022 00:00:00 +0000 Impacto da pandemia COVID-19 na utilização da consulta aberta de uma Unidade de Cuidados de Saúde Primários https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13434 <p>Introdução: A consulta aberta é uma consulta com marcação no próprio dia, para resolver situações de doença aguda. A sua desadequada utilização é um problema recorrente que gera incapacidade de resposta adequada aos utentes. Durante a pandemia por COVID-19, houve uma reformulação da atividade assistencial nos cuidados de saúde primários e foi necessário limitar o contacto presencial com os utentes.</p> <p>Objetivos: Conhecer o impacto da COVID-19 na utilização da consulta aberta, como ponto de partida para a procura de soluções para este problema.</p> <p>Métodos: Estudo observacional descritivo com componente analítica, da consulta aberta em abril/19, abril/20 e abril/21, numa unidade de saúde familiar, com caracterização sociodemográfica dos utentes e avaliação dos motivos de consulta e sua pertinência.</p> <p>Resultados: Realizaram-se, em média, 18 consultas por dia em 2019, 19 em 2020 e 31 em 2021. Não se observaram diferenças nas características sociodemográficas dos utentes entre os períodos analisados, havendo sempre predomínio do sexo feminino e idade média entre 45 e 52 anos. Pré-pandemia, prevaleciam motivos gerais e musculoesqueléticos. Em 2020, aumentou o peso relativo das queixas respiratórias e, em 2021, foi restabelecido o padrão pré-pandemia. O ano relacionou-se com a adequabilidade do motivo (p&lt;0,001), com valores de inadequabilidade de 47% em 2019, 19% em 2020 e 31% em 2021. Os erros mais frequentes são os mesmos – queixas clínicas não agudas, visualização de exames complementares e renovação/pedido de baixas – mas com pesos relativos diferentes (p&lt;0,001).</p> <p>Conclusões: É fundamental uma adequada educação dos doentes quanto aos motivos corretos para recurso à consulta aberta, bem como assegurar uma adequada acessibilidade às restantes modalidades de consulta, para não motivar o recurso indevido à consulta aberta.</p> Ana Teresa Fróis, Ângela Freitas Sampaio Direitos de Autor (c) 2022 Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13434 Fri, 30 Dec 2022 00:00:00 +0000 Políticas de saúde prioritárias no pós-pandemia: a visão dos profissionais de saúde https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13451 <p><strong>Objetivo:</strong> Conhecer a opinião e a perceção dos profissionais de saúde sobre o impacto da pandemia da COVID-19 na sua prática clínica e identificar as políticas de saúde que consideram ser mais prioritárias para a fase de retoma assistencial pós-pandémica.</p> <p><strong>Tipo de estudo:</strong> Observacional, transversal e descritivo.</p> <p><strong>População:</strong> Adultos, profissionais de saúde de qualquer área, que tenham estado no ativo durante o ano 2020.</p> <p><strong>Métodos:</strong> Colheita de dados através de um questionário divulgado <em>online</em> em diversas plataformas durante a primeira quinzena do mês de julho de 2021. A análise estatística descritiva e inferencial foi feita em <em>Microsoft Excel</em><sup>®</sup> e em <em>GraphPad Prism</em><sup>®</sup>.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Dos 546 profissionais de saúde que participaram neste estudo, 93% consideraram que a pandemia da COVID-19 teve um impacto importante na sua prática clínica; destes, 65% classificaram esse impacto como elevado. Verificou-se uma diferença estatisticamente significativa para todas as dificuldades laborais sentidas antes <em>vs </em>durante a pandemia. Foi nos cuidados de saúde primários (CSP) que se encontrou a maior taxa de insatisfação laboral no primeiro ano de pandemia. A política de saúde considerada mais prioritária para o pós-pandemia foi a retoma dos rastreios (94,9%), seguindo-se a contratação de profissionais de saúde (94,1%) e a melhoria das remunerações (93,2%). Foram ainda consideradas prioritárias a preparação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para situações equiparáveis a esta pandemia, o reforço das equipas e condições dos CSP e a redução do trabalho burocrático. Por oposição, o investimento em telemedicina foi considerado como a política menos prioritária de todas as listadas, com apenas cerca de 67% dos participantes a considerarem-na relevante.</p> <p><strong>Conclusões:</strong> Para os profissionais de saúde, a retoma dos rastreios é a política de saúde mais prioritária a adotar no pós-pandemia. Investir nos CSP é uma necessidade premente e a contratação de profissionais é fundamental.</p> Francisco Santos Coelho, Professora Susana Sampaio Oliveira Direitos de Autor (c) 2022 Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13451 Fri, 30 Dec 2022 00:00:00 +0000 Penfigoide bolhoso e mieloma múltiplo: um relato de caso https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13199 <p><strong>Introdução</strong>: As doenças cutâneas bolhosas autoimunes são patologias raras, sendo o penfigoide bolhoso a doença bolhosa autoimune subepidérmica mais comum. A ocorrência concomitante de penfigoide bolhoso e neoplasias malignas tem sido relatada na literatura; contudo, a evidência dessa associação permanece controversa. Este relato de caso tem como objetivo sensibilizar para a existência desta patologia, a sua possível associação com as neoplasias malignas, nomeadamente com o mieloma múltiplo, e realçar a importância de várias características da medicina geral e familiar.</p> <p><strong>Descrição do caso</strong>: Descreve-se o caso de uma mulher de 73 anos, com antecedentes de diabetes mellitus, hipertensão arterial e perturbação depressiva recorrente. Sem hábitos alcoólicos, tabágicos ou toxifílicos. Constitui uma família de tipo unitário. Apresentou-se, ao longo de várias consultas, com quadro de lesões cutâneas (inicialmente lesões inespecíficas e posteriormente lesões bolhosas tensas), associadas a prurido, sintomas constitucionais e anemia, iniciados quase concomitantemente. Foram efetuados os diagnósticos de penfigoide bolhoso e mieloma múltiplo. A doente foi submetida a tratamento com corticoterapia oral, tendo obtido resolução completa da sintomatologia cutânea. Iniciou, posteriormente, quimioterapia, com melhoria dos sintomas constitucionais. Permanece autónoma, a habitar sozinha, com bom suporte familiar por parte dos filhos.</p> <p><strong>Comentário</strong>: O penfigoide bolhoso é uma patologia cutânea para a qual os médicos de família devem estar alerta. A sua possível associação com as neoplasias malignas não se encontra comprovada. Ainda assim, em doentes com diagnóstico recente de penfigoide bolhoso, embora não se possa recomendar a pesquisa de neoplasias para além dos rastreios oncológicos habitualmente preconizados, sugere-se que seja efetuada uma avaliação abrangente, sobretudo se existirem sinais e sintomas suspeitos. O caso clínico exposto realça ainda a importância de praticamente todas as características da medicina geral e familiar na prestação de cuidados de saúde.</p> Joana Catarina Santos Mendes, Rui Miguel Tavares Costa Direitos de Autor (c) 2022 Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13199 Fri, 30 Dec 2022 00:00:00 +0000 Pericardite aguda após vacina contra COVID-19 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13368 <p><strong>Introdução: </strong>A pericardite aguda é uma doença inflamatória do pericárdio com menos de três meses de evolução, cujo diagnóstico se baseia essencialmente no exame físico, na presença de sintomas e alterações eletrocardiográficas e analíticas (elevação de troponina cardíaca)<strong>. </strong>Em dezembro/2020 foi emitida autorização para a toma da vacina Pfizer-BioNTech COVID-19, tendo sido, em 23/06/2021, encontrada uma “provável associação” entre as vacinas da Pfizer-BioNTech e Moderna COVID-19 e o aparecimento de miocardite e/ou pericardite em alguns adultos jovens pelo Comité de Segurança do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos da América.</p> <p><strong>Descrição do caso: </strong>Utente do sexo masculino, 69 anos, foi vacinado em 03/05/2021 com a vacina Pfizer-BioNTech COVID-19, tendo iniciado, cerca de doze horas depois, dor no hemitórax esquerdo e dispneia ligeira. Após quatro dias da toma da vacina iniciou quadro de febre, associada à dispneia ligeira e dor no hemitórax esquerdo, com irradiação de novo para a região da clavícula esquerda. No serviço de urgência, sete dias após o início dos sintomas, com base na história clínica, no aumento de marcadores inflamatórios e na evidência de derrame pericárdico identificado na tomografia computadorizada cardíaca, foi diagnosticada uma provável pericardite aguda. </p> <p><strong>Comentário: </strong>A correlação temporal da toma da vacina e a plausibilidade biológica de uma resposta autoimune ou reação cruzada por mimetismo molecular suportam a suspeita que tenha ocorrido uma reação adversa. Contudo, a relação de causalidade não pode ser confirmada. Nestes casos, apesar do caráter evolutivo das recomendações atuais, pode ser prudente adiar a segunda dose da vacina, segundo orientações do Comité Consultivo Nacional de Imunização do Canadá.</p> Nina Lopes, Manuel Amaral Henriques, Maria João Gonçalves Direitos de Autor (c) 2022 Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13368 Fri, 30 Dec 2022 00:00:00 +0000 Quando mais uma série de supino no ginásio acaba o dia como síndroma de Horner https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13391 <p><strong>Introdução: </strong>O síndroma de Horner representa um importante desafio na prática clínica, uma vez que pode estar associada a uma grande variedade de etiologias. Trata-se de um síndroma rara, que se manifesta classicamente por anisocoria com miose, ptose palpebral e anidrose homolateral devido à perda de inervação simpática. Este caso pretende relatar um síndroma de Horner desencadeado após a prática de exercício físico e demonstrar a importância de uma história clínica e de um exame físico detalhados, assim como uma abordagem multidisciplinar na avaliação de um doente com síndroma de Horner em contexto de serviço de urgência.</p> <p><strong>Descrição do caso: </strong>Homem, 51 anos, recorreu ao serviço de urgência por ptose palpebral e dor na hemiface após exercício físico no ginásio. Ao exame físico destacava-se pupilas anisocóricas, com miose à esquerda e ptose palpebral homolateral, sem outros achados. Solicitou-se estudo analítico com hemograma e bioquímica, que não revelou alterações, e angio-tomografia cerebral e dos troncos supra-aórticos que, após uma revisão das imagens que inicialmente pareciam sem alterações, revelou disseção da artéria carótida interna esquerda. O doente foi internado e iniciou terapêutica médica com resolução dos sintomas às 24 horas após a entrada no serviço de urgência, tendo permanecido em vigilância durante 48 horas.</p> <p><strong>Comentário: </strong>Com este caso clínico pretende-se demonstrar que, mesmo perante um diagnóstico de um síndroma potencialmente fatal como é o síndroma de Horner, é possível uma boa evolução clínica com resolução célere das queixas apresentadas. Sendo que para este desiderato foi determinante uma conjugação de fatores, desde a história clínica completa ao exame objetivo minucioso, bem como exames auxiliares de diagnóstico usados de forma criteriosa, num processo integrado entre médicos de diferentes especialidades.</p> Rodolfo Duarte, Margarida Glórias Ferreira, David Magalhães Direitos de Autor (c) 2022 Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13391 Fri, 30 Dec 2022 00:00:00 +0000 Sequestro pulmonar: um diagnóstico improvável https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13409 <p><strong>Introdução: </strong>O sequestro pulmonar é uma anomalia congénita rara. Pode ser definido como uma massa de tecido pulmonar composto por tecido embrionário cístico e alvéolos não arejados e desorganizados, sendo classificado como sequestro intralobar (SIL) ou sequestro extralobar (SEL). O SIL tem maior incidência, com igual distribuição relativamente ao sexo. Costuma apresentar manifestações clínicas mais tardias, geralmente por infeções respiratórias recorrentes, hemoptises e dispneia. O SEL tem menor prevalência, afeta maioritariamente o sexo masculino, sendo o seu diagnóstico mais precoce. O tratamento de eleição é a resseção cirúrgica do tecido pulmonar sequestrado, com bom prognóstico.</p> <p><strong>Descrição do Caso:</strong> Mulher de 39 anos, raça caucasiana, que trabalhava em artes plásticas. Com antecedentes pessoais de rosácea e tuberculose pulmonar, sem medicação habitual ou alergias. Referia hábitos tabágicos e alcoólicos socialmente. Iniciou quadro de tosse seca e febre vespertina, com cerca de quinze dias de evolução, o que a fez recorrer à médica de família (MF), em 30/11/2020, D15, tendo sido pedida uma radiografia do tórax de incidência póstero-anterior e análises. Dirigiu-se ao serviço de urgência (SU), D43, por manutenção dos sintomas, onde foi medicada com azitromicina 500mg id, 3 dias, desloratadina 5mg id, 20 dias, e prednisolona 5mg, bid, 4 dias. Por ausência de melhoria, e após ter recorrido novamente ao SU, recorreu à sua MF onde continuou o estudo e foi referenciada para consulta de pneumologia, tendo sido diagnosticado sequestro pulmonar. Foi encaminhada para cirurgia torácica, tendo efetuado lobectomia. Atualmente, em seguimento pós-cirúrgico, com remissão da sintomatologia e bom prognóstico.</p> <p><strong>Comentário: </strong>A investigação etiológica da sintomatologia desta doente colmatou com um diagnóstico improvável de sequestro pulmonar. Este caso realça a relevância do papel dos métodos de imagem neste tipo de patologias e a importância de uma boa articulação entre os cuidados de saúde primários e secundários, através de uma célere referenciação.</p> Cátia Amado, Ana Alves S. D. Direitos de Autor (c) 2022 Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13409 Fri, 30 Dec 2022 00:00:00 +0000 Medo de morrer ou… medo de viver? https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13430 <p>Cuidar de um utente em fim de vida envolve, para além de uma preocupação com o sofrimento físico, cuidados com outras vertentes do sofrimento, tais como social, familiar, emocional e espiritual. À semelhança do que fazemos com os cursos de preparação para o parto e parentalidade, não será igualmente importante dar formação e apoiar pessoas em fim de vida e quem delas cuida?</p> Sofia da Silva Direitos de Autor (c) 2022 Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13430 Fri, 30 Dec 2022 00:00:00 +0000 Percursos nos cuidados de saúde primários na pós-pandemia: território, vigilância ativa e vinculação https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13684 <p>x</p> André Ramalho Direitos de Autor (c) 2022 Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13684 Fri, 30 Dec 2022 00:00:00 +0000 Algumas reflexões sobre “motivos de consulta em medicina geral e familiar: tendência Evolutiva na última década na região centro de Portugal" https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13612 <p>Em "carta ao editor" não é necessário realizar resumo.</p> Paula Miranda Direitos de Autor (c) 2022 Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13612 Fri, 30 Dec 2022 00:00:00 +0000 Associação entre a realização de interrupção voluntária da gravidez e a tipologia de Cuidados de saúde primários: um estudo transversal https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13618 <p>Sem resumo</p> Sofia Gouveia Tomé Direitos de Autor (c) 2022 Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13618 Fri, 30 Dec 2022 00:00:00 +0000 Vamos falar de saúde mental infantil? Um estudo do impacto de formação especializada em saúde mental infantil para médicos e técnicos de cuidados de saúde primários https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13096 <p><strong>Introdução</strong>: A intervenção em saúde mental na infância e adolescência deve ser uma prioridade, tendo em conta a elevada prevalência das perturbações mentais nesta faixa etária associadas a uma alta taxa de comorbilidade e a tendência à cronicidade de psicopatologia para a idade adulta. A literatura realça a importância de descentralizar os cuidados de saúde mental infantil, promovendo uma intervenção baseada na comunidade e em interface entre os serviços especializados e os cuidados de saúde primários.</p> <p><strong>Métodos</strong>: Realização de uma formação sobre saúde mental infantil, dirigida a médicos e técnicos dos cuidados de saúde primários. Os participantes, no início e no final do curso, responderam a um questionário de 22 perguntas, elaborado pela comissão científica. Os resultados foram avaliados através do <em>Teste Qui Quadrado de Pearson</em>.</p> <p><strong>Resultados</strong>: Do total de 120 participantes, 109 questionários foram preenchidos no início (90% dos participantes) e 97 questionários foram preenchidos no final da ação de formação (81% dos participantes). A diferença na pontuação dos questionários inicial e final global foi estatisticamente significativa (valor <em>p</em>&lt;0,05, intervalo de confiança de 95%), sendo a média de respostas corretas dos questionários iniciais de 75,15% e dos questionários finais de 86,40%. Em 15 das 22 questões foi obtida uma diferença estatisticamente significativa.</p> <p><strong>Discussão e Conclusão</strong>: Tendo em consideração os resultados é possível reconhecer o impacto significativo que esta formação parece ter tido na aquisição de novos conhecimentos em saúde mental infantil. A equipa de cuidados de saúde primários é uma área privilegiada de articulação, com o potencial de promover estratégias de prevenção e promoção da saúde mental, identificar os problemas precocemente, intervir nos casos menos graves e referenciar aos serviços especializados atempadamente. A equipa de saúde mental deve colaborar com as diferentes estruturas comunitárias, em consultoria, formação, coordenação ou catalisação de iniciativas ou projetos.</p> Rita Amaro, Sofia Vaz Pinto, Catarina Garcia Ribeiro, Maria Francisca Magalhães, Nuno Araújo Duarte, Juan Sanchez, Pedro Caldeira da Silva Direitos de Autor (c) 2022 Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/13096 Fri, 30 Dec 2022 00:00:00 +0000